Obesidade e saúde da mulher: um olhar para além da balança
As transformações do corpo feminino ao longo dos anos pedem menos cobranças sobre o peso e mais atenção à saúde, à prevenção e à qualidade de vida
O climatério e a menopausa marcam uma nova fase na vida da mulher, acompanhada por mudanças hormonais que podem influenciar o peso, a distribuição da gordura corporal e a saúde metabólica. Nesse período, é comum perceber maior acúmulo de gordura abdominal, mas é importante compreender que essas mudanças não dependem apenas dos hormônios ou da idade: fatores como alimentação, atividade física, sono e condições de vida também desempenham um papel importante.
O excesso de gordura abdominal merece atenção porque está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes e outras alterações metabólicas. Por isso, cuidar da saúde deve começar antes mesmo da menopausa, com hábitos que possam ser mantidos ao longo da vida.
Uma alimentação baseada em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de proteínas de qualidade, associada à redução do consumo de ultraprocessados, contribui para a saúde cardiovascular. A prática regular de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e de força, também é fundamental para preservar a massa muscular, favorecer o controle do peso e reduzir riscos à saúde.
Mais do que buscar um número específico na balança, essa fase convida a olhar para o corpo com atenção e sem culpa. Pequenas mudanças, construídas de forma gradual e respeitando a realidade de cada mulher, podem fazer diferença. Afinal, envelhecer com saúde não significa lutar contra o próprio corpo, mas oferecer a ele cuidado, movimento e nutrição em todas as etapas da vida.
Referência
- Oliveira GMM, Almeida MCC, Valério CM et al. Posicionamento sobre a Saúde Cardiometabólica ao Longo do Ciclo de Vida da Mulher. Arq Bras de Cardio, v. 122, n. 9, e20250615, 2025.

