Gastroenterologia

Dr. Jonathan Soldera

Dr. Jonathan Soldera

CRM-RS 31665

É médico formado pela Universidade de Caxias do Sul, com residência em Medicina Interna no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, e em Gastroenterologia pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, onde também concluiu o mestrado em Hepatologia e o doutorado em Patologia.

Possui títulos de especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia, em Hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia e em Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva. É membro da Organização Brasileira de Doença de Crohn e Colite (GEDIIB), da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

Atua como tutor em cursos de pós-graduação e mestrado da Learna, em associação com a University of South Wales. Atualmente, trabalha como Senior Gastroenterology Registrar no Logan Hospital, em Brisbane, Austrália, e é sócio-fundador da InGastro, em Caxias do Sul (RS).

Sua atuação é guiada por uma medicina baseada em evidências, mas profundamente atenta à história de cada paciente. No cuidado das doenças inflamatórias intestinais, procura compreender não apenas a doença do paciente, mas também o impacto desta nas escolhas e nos projetos de cada paciente. Acredita no acompanhamento próximo e individualizado, combinando rigor técnico, metas terapêuticas, escuta e decisões construídas em conjunto.

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Encontraram um pólipo — ou até um câncer inicial. Preciso operar?

Existe uma sequência que conheço bem no consultório. O paciente faz uma colonoscopia. Encontramos uma lesão. Retiramos. Mandamos para a patologia. E então aparece uma palavra no resultado que muda completamente o tom da conversa: “câncer”.
A reação mais comum é imaginar imediatamente uma grande cirurgia, retirada de parte do intestino, quimioterapia e talvez uma bolsa de colostomia. Mas hoje essa história pode ser muito diferente.

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Tirei um pólipo. Quando preciso repetir a colonoscopia?

Existe uma pergunta que aparece quase imediatamente depois que entregamos um laudo de colonoscopia: “Doutor, quando tenho que fazer outra?”
A resposta pode ser seis meses. Pode ser três anos. Pode ser cinco. Pode ser dez. E, cada vez mais, talvez tenhamos que aprender que fazer mais exames não significa necessariamente prevenir mais câncer.

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Câncer colorretal: não basta fazer uma colonoscopia — ela precisa ser bem-feita

No texto anterior, falei que a grande vantagem da colonoscopia é chegar antes do câncer. Encontramos um pólipo, retiramos, enviamos para análise e interrompemos uma sequência que poderia terminar anos depois em câncer colorretal.
Mas existe uma observação importante que merece um texto inteiro: fazer uma colonoscopia não é exatamente a mesma coisa que fazer uma colonoscopia de qualidade.

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Câncer colorretal: por que fazer um exame quando você não sente nada?

No texto anterior, falamos sobre alimentação e câncer colorretal. O consumo de ultraprocessados aumentou de maneira importante nas últimas décadas, especialmente em países como os Estados Unidos, justamente enquanto observamos um fenômeno preocupante: o aumento do câncer colorretal em adultos jovens.

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Natural não é sinônimo de inofensivo: quando ervas, suplementos e hormônios danificam o fígado

Quando falamos em inteligência artificial na Gastroenterologia, a primeira imagem que costuma vir à cabeça é a de um paciente usando o ChatGPT para tirar suas dúvidas.
E isso já é realidade. Mas talvez seja apenas a parte mais visível da história.
Em um editorial que publiquei em 2023 sobre o tema, discuti justamente uma aplicação menos evidente da inteligência artificial: usar grandes quantidades de informação para tentar prever o que acontecerá com um paciente. A IA já vinha sendo estudada na endoscopia, câncer colorretal e esofágico, doenças inflamatórias intestinais, doenças do fígado e do pâncreas, não apenas para reconhecer alterações, mas para estimar progressão da doença, resposta ao tratamento e prognóstico.

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