A crise das canetas emagrecedoras: brechas regulatórias geram oportunismo, charlatanismo e medicina ilegal
O que está acontecendo no Brasil com as “canetas emagrecedoras” – nome incorreto, pois são medicamentos que fazem parte do tratamento do diabetes e da obesidade – vai além da consagração e expansão do uso pela alta eficácia e demanda. Trata-se da formação de uma cadeia paralela de produção, prescrição, venda e aplicação que opera fora dos padrões básicos da medicina, da vigilância sanitária e das regras éticas profissionais. O aspecto central não é apenas a irregularidade, mas a forma como esse sistema se estruturou e ganhou escala.
