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Outubro Rosa: informação e cuidado fazem parte da prevenção

A campanha reforça a importância de conhecer o próprio corpo, investigar alterações e realizar os exames recomendados para cada idade e perfil de risco

Todos os anos, o mês de outubro ganha uma cor especial para chamar a atenção para o câncer de mama. Outubro Rosa é uma oportunidade importante para alertar sobre informação, prevenção, detecção precoce e acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Câncer de mama: conhecer também é prevenir

O câncer ocorre quando células da mama passam a crescer de maneira anormal e descontrolada, podendo formar um tumor. Embora seja muito mais frequente nas mulheres, homens também podem desenvolver a doença, ainda que os casos sejam raros.

Não existe uma causa única para o câncer de mama. O risco aumenta com a idade e também pode estar relacionado a fatores genéticos, hereditários, reprodutivos, hormonais e comportamentais.

Manter hábitos saudáveis ao longo da vida é importante para a saúde como um todo e pode contribuir para diminuir o risco de diversos tipos de câncer. Isso inclui praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar.

Entretanto, mesmo quem leva uma vida saudável pode desenvolver câncer de mama. Por isso, prevenção e detecção precoce devem caminhar juntas.

Atenção às mudanças nas mamas

Conhecer o próprio corpo é o mais importante. O autoexame não é necessariamente uma técnica rígida a ser seguida. A orientação é estar atenta à aparência e às características habituais das mamas e procurar atendimento se perceber alguma mudança persistente.

Entre os sinais que merecem investigação, estão:

  • aparecimento de nódulo ou área endurecida na mama;
  • alterações no tamanho, formato ou aparência da mama;
  • mudanças na pele, como retrações, vermelhidão ou aspecto diferente do habitual;
  • alteração no mamilo ou na região ao redor dele;
  • saída espontânea de líquido pelo mamilo, principalmente quando apresenta sangue;
  • nódulos na região das axilas.

Um nódulo na mama não significa necessariamente câncer, pois diversas condições benignas também podem provocar alterações. Ainda assim, qualquer mudança suspeita deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Mamografia: quando fazer?

A mamografia consegue identificar alterações suspeitas antes mesmo que elas possam ser percebidas pelo toque, e é uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama.

No Brasil, desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos que não apresentam sinais ou sintomas suspeitos.

Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas acima dos 74 anos também podem ter acesso à mamografia de rastreamento pelo SUS, após orientação de um profissional de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos do exame. Mulheres com risco elevado para câncer de mama precisam de avaliação individualizada para definir a estratégia de acompanhamento mais adequada.

É importante fazer uma distinção: essas recomendações dizem respeito ao rastreamento de pessoas sem sintomas. Diante de um nódulo ou de outra alteração suspeita, não é preciso esperar chegar à idade do rastreamento. A pessoa deve procurar atendimento para que o profissional indique a investigação necessária.

Descobrir cedo pode fazer diferença

Uma das principais mensagens do Outubro Rosa é a importância da detecção precoce. Quando o câncer de mama é identificado em estágios iniciais e recebe o tratamento adequado, os resultados tendem a ser melhores.

Por isso, não se deve adiar a procura por atendimento diante de uma alteração suspeita. Também é importante realizar os exames recomendados para a idade e o perfil de risco e manter acompanhamento periódico de saúde.

O tratamento não é igual para todos

Receber um diagnóstico de câncer de mama não significa seguir o mesmo caminho de tratamento de outra pessoa com a doença. A escolha depende de diversos fatores, como o tipo e as características biológicas do tumor, seu tamanho, sua extensão e as condições individuais da paciente. 

O tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e medicamentos direcionados a características específicas do tumor. Em muitos casos, diferentes estratégias são combinadas.

O acompanhamento por uma equipe multidisciplinar também é importante durante e depois do tratamento, contribuindo para cuidar não apenas da doença, mas da saúde física, emocional e da qualidade de vida.

O apoio também faz parte do cuidado

O câncer de mama não afeta somente o corpo. O diagnóstico e o tratamento podem trazer medo, insegurança, mudanças na rotina, alterações na autoestima e preocupações com a família, o trabalho e o futuro.

Nesse momento, contar com pessoas queridas pode fazer diferença. Familiares e amigos não precisam ter respostas para tudo; muitas vezes, estar presente, ouvir sem julgamentos e respeitar os sentimentos e as escolhas da pessoa são formas importantes de oferecer apoio.

A ajuda também pode aparecer nas pequenas coisas: acompanhar uma consulta quando solicitado, ajudar nas tarefas do dia a dia, respeitar momentos de descanso e simplesmente manter a companhia.

Quando necessário, acompanhamento psicológico e outros recursos de apoio psicossocial podem integrar o cuidado. A Organização Mundial da Saúde destaca a importância de uma assistência multidisciplinar que contemple, além do tratamento oncológico, aspectos como saúde mental, reabilitação e qualidade de vida.

Outubro termina, mas o cuidado, não!

O laço rosa ajuda a colocar o câncer de mama em evidência durante outubro, mas a mensagem da campanha deve continuar durante todos os meses do ano.

Conhecer o próprio corpo, procurar atendimento diante de alterações, conversar com profissionais de saúde sobre o risco individual e realizar os exames indicados são atitudes que fazem parte desse cuidado.

E há outra mensagem igualmente importante: diante de um diagnóstico de câncer de mama, ninguém precisa enfrentar todo o caminho sozinho. Informação, assistência médica adequada e uma rede de apoio podem ajudar a tornar essa jornada mais segura e acolhedora.

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