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Dia Mundial da Contracepção: informação e acesso para escolhas mais seguras

Celebrado em 26 de setembro, o Dia Mundial da Contracepção reforça a importância do planejamento reprodutivo e do acesso à  informação e a métodos contraceptivos seguros e adequados para cada pessoa

Decidir se deseja ter filhos, quando tê-los e qual intervalo manter entre as gestações faz parte dos direitos sexuais e reprodutivos. Por isso, o Dia Mundial da Contracepção, celebrado em 26 de setembro, é uma oportunidade para ampliar o diálogo sobre prevenção da gravidez não planejada, acesso aos serviços de saúde e escolhas conscientes.

A contracepção não deve ser vista apenas como uma responsabilidade individual ou feminina. Informação, diálogo entre parceiros quando pertinente e acesso aos serviços de saúde são elementos importantes para que cada pessoa possa tomar decisões sobre sua vida reprodutiva de maneira livre e informada.

Planejamento reprodutivo também é cuidado com a saúde

O planejamento reprodutivo permite que as pessoas decidam se desejam ou não ter filhos e, em caso positivo, em qual momento da vida. O acesso à contracepção contribui para prevenir gestações não planejadas e permite um melhor planejamento do intervalo entre as gestações, com benefícios para a saúde e para a autonomia das pessoas.

Existem diferentes métodos — e a escolha deve ser individualizada

Pílulas anticoncepcionais, preservativos, dispositivos intrauterinos (DIUs), implantes, anticoncepcionais injetáveis e métodos definitivos, como vasectomia e laqueadura, estão entre as possibilidades disponíveis. Cada método apresenta características próprias, como duração, forma de uso, eficácia, possíveis efeitos adversos e contraindicações.

Isso significa que não existe um único método que seja o melhor para todas as pessoas. A escolha deve considerar fatores como idade, condições de saúde, uso de medicamentos, desejo de engravidar futuramente, facilidade de utilização e preferências pessoais. Uma consulta com um profissional de saúde pode ajudar a avaliar as alternativas e identificar a opção mais adequada e segura para cada situação.

No Brasil, diferentes métodos contraceptivos são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo preservativos internos e externos, anticoncepcionais orais e injetáveis, DIU de cobre, implante contraceptivo e contracepção de emergência, além dos procedimentos de vasectomia e laqueadura para quem atende aos critérios estabelecidos em lei.

Anticoncepcional não significa proteção contra ISTs

Um alerta importante é que a maioria dos métodos contraceptivos não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Pílulas, DIUs, implantes e anticoncepcionais injetáveis, por exemplo, têm como objetivo prevenir a gravidez, mas não evitam a transmissão de HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e outras infecções.

Os preservativos são o único método contraceptivo que oferece proteção tanto contra a gravidez quanto contra a transmissão da maioria das ISTs, quando utilizados de forma correta e consistente. Por isso, mesmo quem utiliza outro método contraceptivo pode se beneficiar do uso do preservativo como estratégia de dupla proteção.

Informação também faz parte da prevenção

Utilizar anticoncepcionais por conta própria, interromper ou trocar um método sem orientação ou escolher uma opção apenas porque ela funciona bem para outra pessoa pode trazer riscos. Algumas condições de saúde podem interferir na segurança de determinados contraceptivos, especialmente daqueles que contêm hormônios.

Também é importante conhecer a maneira correta de utilizar o método escolhido. Esquecimentos, atrasos ou uso inadequado podem diminuir a eficácia de alguns contraceptivos. Em caso de dúvida, efeitos adversos ou dificuldade de adaptação, a orientação de um profissional de saúde é fundamental.

Mais do que falar sobre evitar uma gravidez, o Dia Mundial da Contracepção chama atenção para o direito à informação, à autonomia e ao acesso a métodos seguros. Quanto mais conhecimento uma pessoa tem sobre as opções disponíveis, maiores são as condições para participar ativamente das decisões sobre sua saúde sexual e reprodutiva.

Contracepção é uma escolha que deve ser feita com informação, segurança e respeito às necessidades de cada pessoa. Procure uma unidade de saúde ou converse com um profissional para conhecer as opções disponíveis e encontrar o método mais adequado para você.

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